Que gestor nunca ouviu falar do autor, professor e pesquisador americano da área de negócios Michael Porter? Além de seus estudos e teorias na área de marketing, finanças e administração, Porter criou a teoria das Cinco Forças, que nos auxilia a entender a competitividade entre as empresas.

Durante a gestão de seu negócio, você já ouviu falar dessas forças e procurou saber como elas podem influenciar a competitividade da sua empresa? Elas são conhecidas como “rivalidade entre os concorrentes”, “poder de negociação dos clientes”, “poder de negociação dos fornecedores”, “ameaça de entrada de novos concorrentes” e ”ameaça de produtos substitutos”.

Leia o artigo de hoje para entender um pouco mais sobre cada uma dessas cinco forças de Porter e saiba como elas podem te ajudar a compreender melhor o processo de competitividade na sua empresa!

 

1. Rivalidade entre os concorrentes

Um negócio não nasce em um deserto, isolado de seu atores. As empresas são criadas em um contexto complexo que já existe e vai se construindo aos poucos, à medida que o mercado vai se formando. Entender a rivalidade entre os concorrentes, então, pode te ajudar a trabalhar a competitividade a favor do seu negócio.

Ter muitos concorrentes que mantêm alta rivalidade pode não ser muito positivo para o mercado. Esse movimento pode fazer com que as empresas tentem se destacar o tempo todo e isso gera redução da lucratividade.

Em um ambiente com alta rivalidade, pode haver um crescimento mais lento do setor, podem ser observadas ausências de diferenciação do produto e até uma estagnação ou queda do mercado. Ter concorrentes é algo extremamente saudável, mas é preciso estar atento aos níveis de rivalidade, que podem provocar um efeito contrário no mercado.

 

2. Poder de negociação dos clientes

Se por um lado ter clientes extremamente críticos fortalece a competitividade entre as empresas, por outro, isso pode impactar a lucratividade das instituições. Clientes com alto poder de negociação fazem com que as empresas tenham menos liberdade e condições para impor questões relativas a prazos, preços e condições de entrega.

Em um mercado em que os produtos e serviços não têm diferenciação, os clientes ganham muita força e usam isso a seu favor. Pechincham melhores condições de compra, ficam mais atentos ao atendimento e fazem com que as empresas atendam às condições que eles mesmos impõem.

 

3. Poder de negociação dos fornecedores

Quando os fornecedores de um mercado são os mesmos, as empresas também podem ver as questões relacionadas à competitividade afetando diretamente os seus negócios. Se as empresas concorrentes compartilham a mesma relação de fornecedores, os empresários podem, em determinada medida, ficar reféns das condições oferecidas por eles.

Com alto grau de dependência desses fornecedores, os empreendimentos podem ter que reduzir a lucratividade para atender aos preços, aos prazos, à qualidade e às condições de entrega oferecidos por eles. Por isso, manter uma cadeia de fornecedores diversificada e alternativa pode ser muito saudável e importante para as organizações.

 

4. Ameaça de entrada de novos concorrentes

Quando uma empresa entra em um novo mercado, há fatores positivos e negativos a serem considerados. Por um lado, as empresas que já estão nesse mercado precisam ficar atentas ao diferencial que essa nova empresa pode oferecer e às condições de preço e prazos que ela pode entregar aos clientes em busca de ser reconhecida.

Por outro lado, essas novas empresas dispenderão grandes quantidades de recursos para colocar o negócio funcionando e poderão não investir tanto em outros aspectos como a divulgação. Por isso, quando novos concorrentes chegam ao mercado, as empresas já existentes tendem a reduzir a lucratividade para investir em propaganda.

Outro fator que pode interferir no mercado é a falta de matéria-prima, caso a sua empresa seja produtora de algo. Afinal, será mais uma empresa buscando insumo para fazer um produto que outras já estão produzindo.

 

5. Ameaça de produtos substitutos

O que aconteceu com o mercado de fraldas de pano quando as fraldas descartáveis surgiram? E quando os disquetes forma substituídos por outros dispositivos? Ou, ainda, quando as máquinas analógicas deixaram de ser a única opção no mercado de fotografias? A competitividade das empresas está ameaçada o tempo todo quando existe a possibilidade de que um produto ou serviço seja substituído por outro.

Na área de prestação de serviços, é possível perceber isso com a substituição de cobradores por catracas, com o serviço de internet banking, com os setores de help desk eletrônicos que substituem a interação com operadores humanos. Se o produto ou serviço que você fornece for substituído, a sua empresa conseguirá se manter no mercado? Que alternativas você está criando para driblar essas situações?

As cinco forças de Porter servem como um alerta para as empresas. Elas sinalizam que é sempre possível e necessário explorar novos mercados consumidores e fornecedores, estar atento às empresas que estão entrando no mercado e aos produtos e serviços que já existem ou podem ser criados para substituir o seu.

Investir em uma área de inteligência competitiva e na inovação dentro da sua organização pode facilitar o processo de percepção dessas situações. A empresa que vive focada apenas no contexto presente perde oportunidades valiosas de crescer e expandir o seu negócio.

Ser competitivo hoje é estar atento a tudo que acontece ao seu redor, é ouvir seu público consumidor e atender de forma satisfatória às necessidades dele. Dialogar, pesquisar e analisar cada informação fornecida pelo mercado pode revolucionar a sua empresa.

Essa prática também fortalece o mercado em que você atua. Um mercado frágil, resistente a mudanças, que investe pouco em tecnologia e fechado à inovação não ajuda às empresas que fazem parte dele a se desenvolverem.

O ideal é ter fornecedores variados, clientes conscientes e um contexto mais dinâmico para manter as organizações mais fortes e competitivas. Uma frase famosa de Albert Einstein também pode ser aplicada ao mundo dos negócios: “A vida é como andar de bicicleta. Para se equilibrar é preciso estar em movimento”. Lembre-se disso.

 

Para continuar lendo sobre o assunto, confira o nosso artigo “Inteligência Competitiva: por que monitorar a concorrência é tão importante?”. Até breve!

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